Deus em questão – Sigmund Freud e C. S. Lewis

O Ateu e a fé

Senti a necessidade de escrever este texto por dois motivos: primeiro porque depois de breves minutos conversando com um colega de trabalho aparentemente ateu (ainda não conversei com ele sobre o assunto) senti uma pontinha de superioridade intelectual que é peculiar àqueles que negam a existência de Deus; segundo porque nunca escrevi um texto relacionado ao ateísmo, então pensei “por que não?”.

Sinceramente, sempre fico impressionado com o paradoxo de “ser ateu”. Ser ateu é duvidar de um Deus pregado pelos homens, mas eleger o próprio ego (sim, o de homem) como deus de si mesmo. E esta situação não deixa de ser curiosa, pois a razão humana só resplandece plenamente quando reconhece a sua própria contingência e se sujeita à suprema inteligência do Criador do universo.
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Nasceu o primogênito

Está chegando o Natal! Vamos comemorar o nascimento do nosso irmão mais velho! O primogênito!

Sempre que lemos a Sagrada Escritura, precisamos partir de uma premissa: ela foi escrita em uma língua diferente da nossa. Foi escrita numa língua que é muito mais pobre em vocabulário. Quando reconhecemos essa premissa, percebemos que para que possamos compreender melhor a Sagrada Escritura precisamos ter alguma noção dos significados das palavras utilizadas no texto original.

Vejamos, então, o caso da palavra irmão. Embora irmão tenha um primeiro sentido de “irmão de sangue”, a palavra grega usada (adelphos), assim como a palavra correspondente em hebraico e em aramaico, pode designar relações de parentesco mais amplas.
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A justiça seletiva é a forma mais radical de injustiça

A crítica à Igreja Católica é injusta

BILL DONOHUE – especialmente para o CNN
19 de março de 2010.

A série de relatos sobre o abuso sexual de padres na Europa, especialmente na Irlanda e na Alemanha, colocou muitos católicos na defensiva. Não deveria ser assim. Embora o abuso sexual em qualquer de suas formas é indefensável, a política que se montou em torno desses relatos também o é.

Empregadores, dos mais variados tipos, tanto nos EUA como na Europa, têm sempre tratado supostos casos de abuso sexual como um assunto interno. Raramente, eles têm chamado a polícia e de nenhum deles se exigiu isso. Embora essa atitude com relação ao abuso sexual está mudando, qualquer discussão envolvendo abusos sexuais acontecidos há 30 e 40 anos, sempre foi tratada dessa forma. Por isso não é de estranhar que o Cardeal Sean Brady da Irlanda não tenha chamado as autoridades no caso de um padre nos anos 70. O que é de estranhar é o fato de alguns o acusarem agora, como se a sua reação tivesse sido uma exceção à regra.

A indignação seletiva contra a Igreja Católica não se restringe a Brady. Por que, por exemplo, os psicólogos e psiquiatras, que garantiram “curar” os transgressores, são tratados de maneira tão light? Afinal, tanto os empregadores do mundo corporativo como a Igreja Católica eram reiteradamente informados de que a terapia funcionava e que deveriam dar ao transgressor uma segunda chance.

Na realidade, afirmava-se na época que a recuperação não apenas funcionava, mas era um ato necessário e virtuoso. Que esse tipo de atitude representou um grandíssimo exagero é, só agora, opinião corrente. E é precisamente nessa negação agora de quão forte e universalmente aceito tinha sido esse ideal de recuperação, que se nota o aspecto político da onda atual. Se a Igreja Católica tivesse simplesmente expulso os transgressores, teria sido considerada cruel, sem coração e desalmada.

Faz-se agora também muito barulho em torno do Cardeal Joseph Ratzinger – atualmente Papa – por ter aprovado o envio de um padre de sua arquidiocese para tratamento. Isso ocorreu 30 anos atrás. Ele fez, sublinhamos de novo, exatamente o que qualquer autoridade religiosa ou leiga fazia naquele anos.

Qualquer pessoa que afirme de que nos EEUU ou na Europa, era comum que empregadores – não pertencentes à Igreja Católica – denunciassem criminalmente os seus supostos empregados transgressores, deveria calar a boca.

Além das questões acima levantadas, o foco sobre abuso sexual na Igreja está radicalmente desproporcional ao que a mídia dedica ao abuso sexual de menores quando cometidas por religiosos não católicos. De acordo com um relatório do New York Times de outubro, o promotor público do bairro de Brooklyn entrou na justiça com a queixa-crime de 26 casos de abuso sexual envolvendo a ultra-ortodoxa comunidade judaica.

Justo este mês, o Rabino Baruch Lebovits foi condenado por ter abusado sexualmente oito vezes de um menino de Brooklyn. Todavia, o NYT que publicou vários artigos sobre abusos sexuais cometidos décadas atrás na Irlanda e na Alemanha, não escreveu sobre isso sequer uma palavra. E, se publicados, nunca teriam uma cobertura tão extensa como é dada aos casos envolvendo sacerdotes católicos.

Professores da rede pública acusados de abuso sexual são transferidos para escolas de outra comunidade – isso é tão comum que leva o nome de “transferindo o lixo” – ou ficam restritos a funções burocráticas. Tanto os sindicatos de professores como a lei estadual permitem que isso continue. Se a mídia se concentrasse nesse problema, quem sabe, as soluções apareceriam. Mas conhecendo a prática atual, isso é pouco provável. É mais bacana crucificar a Igreja Católica.

Essa hiper-concentração na Igreja Católica não é acidental. A Igreja prega a ética da castidade – uma ideia profundamente contracultural – então se um sacerdote cai é grande a tentação de lançar sobre isso a poderosa luz dos holofotes. Conhecendo a natureza humana, isso é compreensível. Mas também é imoral. Convenhamos, se o abuso sexual é iníquo, então não deveria fazer diferença qual é a identidade do transgressor. A justiça seletiva é a forma mais radical de injustiça.

Fonte: Site da CNN

Uma quaresma repleta de conversões!

Depois da Igreja Anglicana da América pedir adesão ao catolicismo, agora foi a vez das Igrejas Anglicanas na Austrália e no Canadá.

Todos os caminhos levam a Roma!

Todos os caminhos levam à Roma

A “Câmara dos Bispos” da Anglican Church in America (Igreja Anglicana norte-americana), província norte-americana da Traditional Anglican Communion anunciou no dia 3 de março, seu pedido de adesão a Igreja Católica e de ereção de um Ordinariato Pessoal para ex-anglicanos, conforme comunicado que pode ser lido no site oficial da instituição:

House of Bishops on the Anglicanorum coetibus
Orlando, FL – 1 pm EST – Bp. George Langberg

Released by the House of Bishops of the Anglican Church in America, Traditional Anglican Communion 3 March 2010

We, the House of Bishops of the Anglican Church in America of the Traditional Anglican Communion have met in Orlando, Florida, together with our Primate and the Reverend Christopher Phillips of the “Anglican Use” Parish of Our Lady of the Atonement (San Antonio, Texas) and others.

At this meeting, the decision was made formally to request the implementation of the provisions of the Apostolic Constitution Anglicanorum coetibus in the United States of America by the Congregation for the Doctrine of the Faith.

Fonte: Site Oficial da Igreja Anglicana Norte-americana

Por que alteraram os 10 mandamentos?

Os mandamentos divinos aparecem em diversos trechos da Bíblia, por exemplo: Ex 20 e Dt 5.
Repare que os textos originais não indicam onde começa e termina cada mandamento. A ordem dos mandamentos utilizada pela Igreja Católica é a mesma definida por Santo Agostinho já no século IV.

Após séculos e séculos de utilização deste formato, então, apenas 1200 anos após isso, surge o movimento protestante e passa a utilizar “Não farás escultura nem imagem alguma…” como segundo mandamento somente com o intuito de maliciosamente atacar o uso de imagens no culto, pois a negativa sobre adorar outros deuses já estava subentendida no fato de que devemos amar a Deus sobre todas as coisas:

Deus pronunciou todas estas palavras: ‘Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirou do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que existe em cima nos céus, ou embaixo na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante dos ídolos, nem lhes prestarás culto, pois eu sou o SENHOR teu Deus, um Deus ciumento.” (Ex 20, 2-5)

É claro, simples e evidente que o sentido de toda esta afirmação é somente um: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. Qualquer estudo sério do pentateuco nos faz entender que os israelitas estão saindo do Egito, onde viviam há quatrocentos anos em uma cultura que atribuía às imagens as qualidade e o poder dos deuses que representavam. Ou seja, a proibição de imagens era muito útil naquele contexto para que eles pudessem “Amar a Deus sobre todas as coisas”. “Todas as coisas” já inclui imagens de deuses. Então, separar a adoração a ídolos através de imagens esculpidas em outro mandamento é desnecessário, pois além de redundante, também cria uma mandamento desatualizado, pois em nossa cultura vemos muitas outros fatores que interferem no amor que o homem deve ter a Deus sobre todas as coisas: poder, fama, dinheiro, sexo, drogas etc.

Repare no que Deus diz: 1) “eu sou o Senhor teu Deus que te tirou do Egito”, 2) “Não terás outros deuses além de mim”, 3) “Não farás para ti imagem esculpida” e 4) “Não te prostarás diante de ídolos, nem lhes prestarás culto”. Com a lição aprendida pelos israelitas, vemos que Deus nos manda amá-lo antes de tudo.

Uma vez entendido que a mensagem é sempre a mesma “Amar a Deus sobre todas as coisas”, resta afirmar que o mandamento não afirma que todas as imagens são malignas, muito menos proíbe os fiéis em utilizá-las de maneira apropriada. Comprovamos isso estudando a construção do tabernáculo de Israel, quando Deus ordena a confecção de dois querubins de ouro:

“Para as duas extremidades do propiciatório fez dois querubins de ouro, de ouro polido, um querubim na extremidade de um lado e outro querubim na extremidade do outro lado. Os querubins tinham as asas estendidas por cima e encobriam com elas o propiciatório; estavam um diante do outro, voltados para o propiciatório” (Ex 37,7-9).”

Em outro trecho, podemos ver que esculturas de anjos foram construídas para decorar o templo. O que jamais teria ocorrido se a proibição divina incluísse imagens de qualquer natureza:

“No Santo dos Santos mandou erigir dois querubins esculpidos, revestidos de ouro. A extensão total das asas dos querubins era de dez metros. Uma asa do primeiro querubim, de dois metros e meio, tocava a parede da sala, e a outra asa, de dois metros e meio, tocava a asa do outro querubim. Do mesmo modo, uma asa do segundo querubim, de dois metros e meio, tocava a parede da sala, e a outra asa, de dois metros e meio, tocava a asa do outro querubim. As asas estendidas daqueles querubins mediam, pois, dez metros. Eles estavam de pé com os rostos voltados para o templo. Mandou fazer a cortina de púrpura roxa e vermelha, de carmesim e de linho fino e adorná-la com figuras de querubins” (2Cr 3,10-14)

Também havia uma enorme variedade de imagens no Templo de Salomão e nos diversos templos onde foi adorado o Deus de Israel. No caso de salomão, Deus não havia lhe dado a ordem de confeccionar imagens para o templo. Mesmo assim, estas imagens não lhe foram ofensivas. Em outra situação, Deus ordena expressamente que se confeccione uma imagem de uma serpente, através da qual muitas pessoas seriam curadas. O Novo Testamento, inclusive, traça um paralelo com a salvação através de Cristo: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem, a fim de que todo o que nele crer tenha vida eterna” (Jo 3,14-15)

É nítido o fato de que o problema não é o uso de imagens, mas a adoração de falsos deuses. Seja no caso dos israelitas através de imagens, seja no caso do homem contemporâneo através de drogas, jogos, sexo, poder, fama etc.

Percebe-se que a criação deste mandamento por parte dos protestantes apresenta-se completamente ilógica.
Para que a lista não terminasse com onze mandamentos, os protestantes, então, juntaram os dois últimos mandamentos em um só incluindo a mulher entre propriedades e pertences. Esta alteração é grave porque rebaixa a dignidade da mulher, do matrimônio e da monogamia, que prevalescem no Novo Testamento.

Por que modificar uma convenção utilizada há quase dois mil anos? Ao que me pareceu, dois motivos:

– no caso do segundo mandamento que criaram: incentivar as pessoas a se colocarem contra a Igreja. Algo que acontece até os dias de hoje, pois vejo muitas igrejolas neopentecostais se preocuparem mais em criticar a Igreja do que divulgar a mensagem cristã;
– no caso da conjunção de mulher e pertences: defender os próprios interesses, por exemplo, o de desconsiderar a determinação do vínculo eterno do matrimônio.

Esteja atento ao lobo na pele de cordeiro!

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