Frei Galvão será canonizado pelo Papa em SP

Segundo informações da Agência ZENIT, o Vaticano confirmou que Bento XVI autorizou, ontem, a canonização do beato Frei Galvão (Antônio de Sant’Anna Galvão), que se tornará o primeiro santo nascido no Brasil a ser canonizado (=catalogado).

A  cerimônia será celebrada pelo Papa durante sua estadia em São Paulo, no dia 11 de maio próximo, em Missa campal em Campo de Marte, zona norte da cidade.

 Frei Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu, em 1739, em Guaratinguetá (176 km de São Paulo), cidade vizinha ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Oriundo de uma família profundamente piedosa e conhecida pela sua grande caridade para com os pobres.

Segundo narra biografia difundida pela Santa Sé, batizado com o nome de Antônio Galvão de França, depois de ter estudado com os Padres da Companhia de Jesus (jesuítas), na Bahia, entrou na Ordem dos Frades Menores em 1760.

Foi ordenado Sacerdote em 1762 e passou a completar os estudos teológicos no Convento de São Francisco, em São Paulo, onde viveu durante 60 anos, até à sua morte ocorrida a 23 de Dezembro de 1822.

A vida de Frei Galvão foi marcada pela fidelidade à sua consagração como sacerdote e religioso franciscano, e por uma devoção particular e uma dedicação total à Imaculada Conceição, como «filho e escravo perpétuo».

Além dos cargos que ocupou dentro da sua Ordem e na Ordem Terceira Franciscana, ele é conhecido sobretudo como fundador e guia do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecido como «Mosteiro da Luz», do qual tiveram origem outros nove mosteiros.

Além de Fundador, Frei Galvão foi também o projetista e construtor do Mosteiro que as Nações Unidas declararam Patrimônio cultural da humanidade.

Enquanto ele ainda vivia, em 1798 o Senado de São Paulo definiu-o «homem da paz e da caridade», porque era conhecido e procurado por todos como conselheiro e confessor, além de o franciscano que aliviava e curava os doentes e os pobres, no silêncio da noite.

Que o exemplo de Frei Galvão seja para todos, principalmente brasileiros, uma exortação a sermos pessoas dedicadas à paz e à caridade, especialmente com os marginalizados e os pobres. 

 Confira aqui, o Consistório, contendo o nome de Frei Galvão e a data de sua canonização.  

CF2007 – Mensagem do Santo Padre

Ao iniciar o itinerário espiritual da Quaresma, a caminho da Páscoa da ressurreição do Senhor, desejo uma vez mais aderir à Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2007, está subordinada ao tema “Fraternidade e Amazônia” e ao lema “Vida e Missão neste chão“. É um tempo em que cada cristão é convidado a refletir de modo particular sobre as várias situações sociais do povo brasileiro que requerem maior fraternidade.

A proposta para este ano destina-se a promover a fraternidade efetiva com as populações amazônicas, defendendo e promovendo a vida que se manifesta com tanta exuberância na Amazônia. Por sua vez, esta mesma preocupação se insere no amplo tema da defesa do ambiente, para o qual este vasto território constitui um patrimônio comum que, por sua realidade humana, sociopolítica, econômica e ambiental, requer especial atenção da Igreja e da sociedade brasileira.

Neste contexto, insere-se, porém, de maneira determinante a ação eclesial dirigida a fomentar um processo de ampla evangelização que estimule a missionariedade e crie condições favoráveis para a descoberta e o crescimento da fé de toda a população amazônica. Em continuidade com os meus Veneráveis predecessores, desejo fazer um preito de gratidão a todos aqueles corajosos missionários, que se consagraram e se consagram, à custa inclusive da própria vida, em levar a fé católica nas cidades e aldeias da região; homens e mulheres que, por amor a Deus, entregaram-se de corpo e alma para extensão do Reino de Deus nesta Terra da Santa Cruz.

Ao dar início à Campanha da Fraternidade deste ano, renovo a esperança de que as diversas instâncias da sociedade civil queiram solidarizar-se sempre mais sobre a questão da Amazônia no respeito pelas exigências éticas de justiça e de respeito pela vida.

Com estes auspícios, invoco a proteção do Senhor, para que sua mão benfazeja se estenda por todo o Brasil e, de modo especial, sobre a Amazônia e sua população espalhada pelas cidades, aldeias e florestas, derramando seus dons de paz e de prosperidade e que, com a sua graça, desperte em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. Com uma especial Bênção Apostólica.

Vaticano, 16 de Janeiro de 2007

BENEDICTUS PP. XVI

 Fonte:Vaticano

Decálogo

Como não poderia deixar de escolher para o primeiro post, eis o primeiro tema: os dez mandamentos.

 Também conhecido como decálogo (dez palavras cf. Ex 34, 28)  que traz o resumo da Lei dada ao povo de Israel no contexto da Aliança mediante Moisés.

 Através da obediência ao decálogo, podemos traçar uma vida livre da escravidão do pecado. Portanto, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o decálogo não existe para nos tolir, mas para nos auxiliar.

Para facilitar ainda mais as coisas, podemos dividi-lo em duas partes: o amor a Deus e o amor ao próximo. Os três primeiros mandamentos se referem àquele, os sete restantes se referem a este.

Ei-los (em sua fórmula catequética):

1.  Amar a Deus sobre todas as coisas
2.  Não tomar seu Santo Nome em vão
3.  Guardar domingos e festas de guarda
4.  Honrar pai e mãe
5.  Não matar
6.  Não pecar contra a castidade
7.  Não furtar
8.  Não levantar falso testemunho
9.  Não desejar a mulher do próximo
10. Não cobiçar as coisas alheias.

Fonte: Catecismo da Igreja Católica

 Dizem por aí, que se trata de um desafio enorme obedecer a todos os mandamentos. Mas nós temos no exemplo dos santos canonizados pela Igreja a prova de que isso está bem próximo de nossa realidade.

Vai uma dica: siga sempre o primeiro mandamento, dentro de qualquer contexto, sob qualquer circunstância. Pois, amar a Deus sobre todas as coisas torna bem mais fácil respeitar o seu santo nome, guardar domingos e dias santos e finalmente respeitar o próximo como pedem todos os outros sete mandamentos, afinal, trata-se de uma criatura feita a Sua imagem e semelhança.

 “Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos também vós santos em todo o vosso comportamento, porque está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Ped 1, 16)

Que a sua vida siga sempre o plano de santidade que Deus desejou pra você!