Um mundo sem Deus converte-se em um mundo de egoísmo, constata Papa

Respondendo às perguntas de um sacerdote.

Um mundo que rejeita Deus converte-se em um mundo de egoísmo, conclui Bento XVI após ter feito uma análise sobre a crise atual da consciência moral.

Expôs sua reflexão dia 24 de julho, em um encontro com 400 sacerdotes em uma igreja de Auronzo, perto da localidade dos Montes Dolomitas italianos onde neste ano passou as férias, ao responder a um presbítero que constatava como hoje se confunde o bem e o mal «com sentir-se bem ou sentir-se mal».

«Um mundo no qual Deus não existe converte-se em um mundo da arbitrariedade e do egoísmo», reconheceu o pontífice depois de uma profunda análise sobre os critérios éticos dominantes.

«Só se Deus aparece há luz, há esperança – acrescentou –. Nossa vida tem um sentido que não podemos inventar nós mesmos, pois nos precede, nos leva».

O Papa convidou a apresentar os caminhos que inclusive a «consciência leiga pode ver facilmente e a tentar guiar para as vozes mais profundas, à voz da consciência, que se comunica na grande tradição da oração e da vida moral da Igreja».

«Desse modo, com um caminho de educação paciente, creio que todos podemos aprender a viver e a encontrar a verdadeira vida», concluiu.

O bispo de Roma havia começado sua análise reconhecendo que hoje a moral e a religião «praticamente foram expulsas», e «o único critério último de moralidade e também de religião é o sujeito, a consciência subjetiva que não reconhece outras instâncias».

«Ao final, só decide o sujeito, com seu sentimento, suas experiências, com os eventuais critérios que encontrou».

«Mas deste modo o sujeito converte-se em uma realidade isolada e muda dia a dia os parâmetros» da vida moral, acrescentou.

«Na tradição cristã, “consciência” quer dizer “con-ciência”: ou seja, nosso ser está aberto, pode escutar a voz do próprio ser, a voz de Deus».

«Portanto, a voz dos grandes valores está inscrita em nosso ser e a grandeza do homem consiste no fato de não estar encerrado em si mesmo, em não ficar reduzido ao material, quantificável, mas em estar aberto interiormente ao essencial».

«Na profundidade de nosso ser podemos escutar não só as necessidades do momento, não só o material, mas também escutar a voz do próprio Criador e deste modo se pode conhecer o que é o bem e o que é o mal».

«Mas, obviamente, esta capacidade de escuta deve educar-se e desenvolver-se».

«E precisamente este é o anúncio ao que estamos comprometidos na Igreja: desenvolver esta capacidade elevadíssima doada por Deus ao homem de escutar a voz da verdade, a voz dos valores», propôs.

Fonte: Agência ZENIT

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