O Ateu e a fé

Senti a necessidade de escrever este texto por dois motivos: primeiro porque depois de breves minutos conversando com um colega de trabalho aparentemente ateu (ainda não conversei com ele sobre o assunto) senti uma pontinha de superioridade intelectual que é peculiar àqueles que negam a existência de Deus; segundo porque nunca escrevi um texto relacionado ao ateísmo, então pensei “por que não?”.

Sinceramente, sempre fico impressionado com o paradoxo de “ser ateu”. Ser ateu é duvidar de um Deus pregado pelos homens, mas eleger o próprio ego (sim, o de homem) como deus de si mesmo. E esta situação não deixa de ser curiosa, pois a razão humana só resplandece plenamente quando reconhece a sua própria contingência e se sujeita à suprema inteligência do Criador do universo.
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Nasceu o primogênito

Está chegando o Natal! Vamos comemorar o nascimento do nosso irmão mais velho! O primogênito!

Sempre que lemos a Sagrada Escritura, precisamos partir de uma premissa: ela foi escrita em uma língua diferente da nossa. Foi escrita numa língua que é muito mais pobre em vocabulário. Quando reconhecemos essa premissa, percebemos que para que possamos compreender melhor a Sagrada Escritura precisamos ter alguma noção dos significados das palavras utilizadas no texto original.

Vejamos, então, o caso da palavra irmão. Embora irmão tenha um primeiro sentido de “irmão de sangue”, a palavra grega usada (adelphos), assim como a palavra correspondente em hebraico e em aramaico, pode designar relações de parentesco mais amplas.
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