JMJ 2011 – Brasil candidato

Conferência Episcopal aprova proposta de candidatura do país

INDAIATUBA, segunda-feira, 7 de maio de 2007 (ZENIT.org).- Os bispos reunidos na 45ª Assembléia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) aprovaram esse domingo a proposta de apresentar o Brasil como candidato para acolher a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

O evento, que acontece a cada três anos, reúne mais de um milhão de jovens.

O pedido da candidatura do Brasil foi apresentado pelo Setor Juventude da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, da CNBB.

O presidente da Comissão, Dom Mauro Montagnoli, bispo de Ilhéus (nordeste do Brasil), defendeu o pedido enumerando os benefícios que a Jornada traz ao país que a acolhe.

Segundo a CNBB, o governo brasileiro, através de sua Secretaria Nacional da Juventude, já manifestou apoio à iniciativa.

A JMJ foi criada por João Paulo II em 1986. Já se celebrou em Roma, na Argentina, Polônia, Estados Unidos, Filipinas, França, Canadá. A última edição, já realizada por Bento XVI, aconteceu em seu país natal, Alemanha, na cidade de Colônia.

O Brasil se candidataria possivelmente para a edição de 2011 da JMJ, já que a próxima Jornada acontecerá em Sydney, Austrália, em julho de 2008.

Evangelização dos jovens
Os bispos brasileiros, reunidos até dia 9 em Itaici (município de Indaiatuba, São Paulo), aprovaram nesta assembléia plenária o documento «Evangelização da Juventude».

O texto fora elaborado na assembléia dos bispos de 2006. Ao longo do ano, recebeu observações e aperfeiçoamentos dos grupos de jovens e das dioceses.

Com a aprovação, será publicado em breve como documento oficial da CNBB.

«A Igreja quer demonstrar toda a sua solicitude para com os jovens. Quer ouvi-los e formá-los, para que eles se tornem discípulos de Jesus Cristo e missionários», destacou o arcebispo de Porto Alegre (sul do Brasil), Dom Dadeus Grings.

Segundo o arcebispo de Belo Horizonte (sudeste do Brasil), o grande objetivo é fazer «a opção pelos jovens, de modo que eles participem da Igreja, sejam a Igreja, tenham espaço na Igreja, e, partir da Igreja, evangelizem outros jovens».

«O desafio maior é compreender permanentemente e com clareza a subjetividade do jovem», destacou.

«Isso de modo que possamos manter diálogo, fazer propostas, abrir novos caminhos, intuir as dinâmicas necessárias para que o jovem viva a sua experiência, considerando a evolução rápida e a grande mudança que ocorre nesse contexto», referiu o arcebispo.