A justiça seletiva é a forma mais radical de injustiça

A crítica à Igreja Católica é injusta

BILL DONOHUE – especialmente para o CNN
19 de março de 2010.

A série de relatos sobre o abuso sexual de padres na Europa, especialmente na Irlanda e na Alemanha, colocou muitos católicos na defensiva. Não deveria ser assim. Embora o abuso sexual em qualquer de suas formas é indefensável, a política que se montou em torno desses relatos também o é.

Empregadores, dos mais variados tipos, tanto nos EUA como na Europa, têm sempre tratado supostos casos de abuso sexual como um assunto interno. Raramente, eles têm chamado a polícia e de nenhum deles se exigiu isso. Embora essa atitude com relação ao abuso sexual está mudando, qualquer discussão envolvendo abusos sexuais acontecidos há 30 e 40 anos, sempre foi tratada dessa forma. Por isso não é de estranhar que o Cardeal Sean Brady da Irlanda não tenha chamado as autoridades no caso de um padre nos anos 70. O que é de estranhar é o fato de alguns o acusarem agora, como se a sua reação tivesse sido uma exceção à regra.

A indignação seletiva contra a Igreja Católica não se restringe a Brady. Por que, por exemplo, os psicólogos e psiquiatras, que garantiram “curar” os transgressores, são tratados de maneira tão light? Afinal, tanto os empregadores do mundo corporativo como a Igreja Católica eram reiteradamente informados de que a terapia funcionava e que deveriam dar ao transgressor uma segunda chance.

Na realidade, afirmava-se na época que a recuperação não apenas funcionava, mas era um ato necessário e virtuoso. Que esse tipo de atitude representou um grandíssimo exagero é, só agora, opinião corrente. E é precisamente nessa negação agora de quão forte e universalmente aceito tinha sido esse ideal de recuperação, que se nota o aspecto político da onda atual. Se a Igreja Católica tivesse simplesmente expulso os transgressores, teria sido considerada cruel, sem coração e desalmada.

Faz-se agora também muito barulho em torno do Cardeal Joseph Ratzinger – atualmente Papa – por ter aprovado o envio de um padre de sua arquidiocese para tratamento. Isso ocorreu 30 anos atrás. Ele fez, sublinhamos de novo, exatamente o que qualquer autoridade religiosa ou leiga fazia naquele anos.

Qualquer pessoa que afirme de que nos EEUU ou na Europa, era comum que empregadores – não pertencentes à Igreja Católica – denunciassem criminalmente os seus supostos empregados transgressores, deveria calar a boca.

Além das questões acima levantadas, o foco sobre abuso sexual na Igreja está radicalmente desproporcional ao que a mídia dedica ao abuso sexual de menores quando cometidas por religiosos não católicos. De acordo com um relatório do New York Times de outubro, o promotor público do bairro de Brooklyn entrou na justiça com a queixa-crime de 26 casos de abuso sexual envolvendo a ultra-ortodoxa comunidade judaica.

Justo este mês, o Rabino Baruch Lebovits foi condenado por ter abusado sexualmente oito vezes de um menino de Brooklyn. Todavia, o NYT que publicou vários artigos sobre abusos sexuais cometidos décadas atrás na Irlanda e na Alemanha, não escreveu sobre isso sequer uma palavra. E, se publicados, nunca teriam uma cobertura tão extensa como é dada aos casos envolvendo sacerdotes católicos.

Professores da rede pública acusados de abuso sexual são transferidos para escolas de outra comunidade – isso é tão comum que leva o nome de “transferindo o lixo” – ou ficam restritos a funções burocráticas. Tanto os sindicatos de professores como a lei estadual permitem que isso continue. Se a mídia se concentrasse nesse problema, quem sabe, as soluções apareceriam. Mas conhecendo a prática atual, isso é pouco provável. É mais bacana crucificar a Igreja Católica.

Essa hiper-concentração na Igreja Católica não é acidental. A Igreja prega a ética da castidade – uma ideia profundamente contracultural – então se um sacerdote cai é grande a tentação de lançar sobre isso a poderosa luz dos holofotes. Conhecendo a natureza humana, isso é compreensível. Mas também é imoral. Convenhamos, se o abuso sexual é iníquo, então não deveria fazer diferença qual é a identidade do transgressor. A justiça seletiva é a forma mais radical de injustiça.

Fonte: Site da CNN

Uma quaresma repleta de conversões!

Depois da Igreja Anglicana da América pedir adesão ao catolicismo, agora foi a vez das Igrejas Anglicanas na Austrália e no Canadá.

Todos os caminhos levam a Roma!

Todos os caminhos levam à Roma

A “Câmara dos Bispos” da Anglican Church in America (Igreja Anglicana norte-americana), província norte-americana da Traditional Anglican Communion anunciou no dia 3 de março, seu pedido de adesão a Igreja Católica e de ereção de um Ordinariato Pessoal para ex-anglicanos, conforme comunicado que pode ser lido no site oficial da instituição:

House of Bishops on the Anglicanorum coetibus
Orlando, FL – 1 pm EST – Bp. George Langberg

Released by the House of Bishops of the Anglican Church in America, Traditional Anglican Communion 3 March 2010

We, the House of Bishops of the Anglican Church in America of the Traditional Anglican Communion have met in Orlando, Florida, together with our Primate and the Reverend Christopher Phillips of the “Anglican Use” Parish of Our Lady of the Atonement (San Antonio, Texas) and others.

At this meeting, the decision was made formally to request the implementation of the provisions of the Apostolic Constitution Anglicanorum coetibus in the United States of America by the Congregation for the Doctrine of the Faith.

Fonte: Site Oficial da Igreja Anglicana Norte-americana

Começam conversões da JMJ2008 (Sydney, Austrália)

SYDNEY, segunda-feira, 14 de julho de 2008 (ZENIT.org).- A Jornada Mundial da Juventude já está trazendo conversões para a Igreja Católica, e ainda nem começou.
A coordenadora da comunidade católica polonesa da JMJ em Sydney, de 24 anos, explicou à Zenit que seu namorado não-católico está participando do Rito de Iniciação Cristã para Adultos. Sua conversão surgiu da experiência de rezar com ela pelos frutos da JMJ.
«Ele está participando da JMJ comigo e espero que a semana de eventos e a solidariedade com muitos católicos de todo o mundo o façam se sentir orgulhoso de fazer parte da família católica», disse Basia.
Ela estava com um grupo de jovens poloneses-australianos vestidos de uniformes tradicionais de dança polonesa na veneração da cruz da JMJ e do ícone no Belmore Park.
Com peregrinos internacionais já trazendo movimento à vida de Sydney, Basia crê que o evento trará nova vida à Igreja na Austrália e uma nova energia.
«Temos igrejas pequenas e vibrantes na Austrália, mas precisamos que estejam vivas para as futuras gerações», disse.
Basia afirmou que os jovens buscam Bento XVI assim como buscavam o Papa João Paulo II, que começou a JMJ.
Ela disse que o interesse do último pontífice pela vida da juventude continua guiando a fé dos jovens, especialmente na Polônia.
«[Karol Wojtyla] estava na verdade triste quando lhe foi pedido que se tornasse o próximo arcebispo de Cracóvia, porque isso significaria deixar seu trabalho diário com a juventude em sua paróquia, disse. Mas quando ele se tornou Papa, manteve seu amor à juventude, mesmo durante sua doença. Havia algo em seus olhos e em sua voz que atraía os jovens a ele.»
Basia lidera um forte grupo de 200 jovens registrados para a JMJ em Sydney, e disse que os peregrinos da Irlanda, Canadá, Polônia e mesmo do Oeste da Austrália se uniram a eles.
«Somos grandes admiradores de João Paulo II e compreendemos o grande impacto que ele representou para cada um de nós e para o mundo», disse Agnieszka (Agnes) Jaszczyszyn, 34 anos, a outra líder de peregrinação do grupo.
Mas o Papa atual não está jamais longe de seus pensamentos, e continuam orando pelo sucesso de sua missão na Austrália. «É por causa do Papa Bento XVI que temos a JMJ 2008 em Sydney – ele manteve a tradição», disse ela. «Os jovens do mundo estão aqui por causa dele.»
Chegada
As ruas de Sydney ficaram lotadas com os peregrinos, esperando para testemunhar a Cruz da JMJ e o ícone.
A cruz da JMJ foi dada aos jovens do mundo por João Paulo II, em 1984, para ser carregada como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade; o ícone de Nossa Senhora foi seu segundo presente para os jovens, em 2003, para acompanhar a cruz.
A última passagem dos símbolos pelas ruas de Sydney foi o cume da viagem global. Depois de atravessar os continentes, os símbolos foram entregues aos australianos no Palm Sunday 2006, em Roma.
Centenas de peregrinos seguiram a cruz e o ícone do Manly ao Circular Quay, depois seguiram ao centro comercial de Sydney pela Pitt Street, passaram pela Sydney Tower, até chegar ao Belmore Parl. Lá, todo peregrino teve a chance de venerar a cruz e o ícone.
Foi a última passagem da cruz e do ícone antes das imagens fazerem parte do cenário na Missa de abertura na Quinta-Feira, às 16h (horário local). A Missa será presidida pelo cardeal George Pell, de Sydney, no Barangaroo, um porto no East Darling Harbor.

Judeus sobreviventes do holocausto agradecerão à Igreja por ter salvado suas vidas

O Papa Bento XVI receberá na próxima quarta-feira um pequeno grupo de judeus sobreviventes do holocausto, num encontro auspiciado pela Fundação Pave The Way (PTWF).

Esses judeus, presentes em Roma por ocasião de um simpósio sobre o Papa Pio XII que a Fundação patrocina, querem agradecer pessoalmente a intervenção da Igreja Católica, que conseguiu salvar-lhes a vida durante a Segunda Guerra Mundial.
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Igreja Católica cresce mais na África

A presença da Igreja Católica cresce na África acima da média mundial, tanto em número de batizados (22%) como em número de sacerdotes (23,24%).
É um dos dados que se desprende do Annuarium Statisticum Ecclesiae, cujo conteúdo está sendo dado a conhecer estes dias, segundo informou L’Osservatore Romanoem 18 de maio.

O Anuário, preparado pelo Departamento Central de Estatística da Santa Sé e editado pela Libreria Editirce Vaticana, oferece dados estatísticos e gráficos que mostram os principais indicadores sobre a ação da Igreja nos cinco continentes no período 2000-2006.

Entre estes indicadores, refere-se especialmente à distribuição geográfica dos fiéis, à evolução da oferta dos serviços pastorais e à concentração das diversas categorias de operadores pastorais sobre cada território.
Segundo os dados, o número de católicos no âmbito mundial cresceu nos últimos sete anos em 8,24%, a um ritmo quase paralelo ao crescimento global da população (8,19%). No total, o número global de batizados passou de 1,04 bilhão no ano 2000 a 1,13 bilhão em 2006, 17,3% da população mundial.

Contudo, este crescimento é diferente por continentes: assim, na África, o crescimento do número de batizados (de 130 milhões no ano 200 a 158,3 em 2006) é superior ao crescimento populacional, com o qual a porcentagem de católicos de origem africana passou a constituir 14% do global de batizados.
Na Ásia, a porcentagem se mantém estável, enquanto na Europa o crescimento do número de batizados é inferior a 1%. Contudo, esta porcentagem, ao ser maior que a do crescimento global da população, significa uma leve melhoria com relação a anos anteriores. Na América e na Oceania (com um crescimento de 8,4% e 7,6%, respectivamente), os católicos crescem abaixo do número de habitantes. Contudo, os católicos americanos continuam supondo quase a metade dos católicos do mundo inteiro.                     

Mais sacerdotes

Com relação aos operadores pastorais, o número de bispos do mundo cresce em 7,86%, especialmente no caso dos prelados procedentes da Ásia (14,83%), seguida da América (9,09%), África e Oceania (ao redor de 6%) e Europa (4,41%). Contudo, os continentes que continuam contribuindo com o maior número de bispos continuam sendo a Europa e a América, que juntas supõem 70%.

Com relação ao número de sacerdotes, tanto diocesanos como religiosos, crescem 0,51% no mundo, passando de 405.178 a 407.262, em 2006. Contudo, a média não reflete a enorme disparidade entre continentes, já que a África cresce 23,24% e a Ásia, 17,71%, enquanto a América se mantém e a Europa e a Oceania diminuem 5,75% e 4,37%, respectivamente.

Na Europa, a população sacerdotal diminui (se antes os sacerdotes europeus representavam 51% do total mundial, atualmente estão 3 pontos abaixo deste número). O número global de fiéis por sacerdote se situa nos 2.800 (dado em aumento com relação ao ano 2.000) ainda que onde mais aumenta o número de fiéis por sacerdote é na Europa. Na África, ainda que a situação melhora, a proporção continua sendo elevada (4.729 fiéis por sacerdote).

Dentre os dois grupos de sacerdotes, diocesanos e religiosos, crescem globalmente os primeiros (2%) enquanto os outros diminuem (2,31%).
Os religiosos que não foram ordenados sacerdotes aumentam, ainda que com notáveis diferenças: enquanto diminuem na Europa (-16,83%) e na Oceania (-16,83%) aumentam enormemente na Ásia (30,63%) e na África (8,13%). A Europa continua tendo relativamente mais religiosos (34,62%), ainda que em clara diminuição.

Com relação às religiosas, ainda que seu número continua sendo o dobro que de sacerdotes e 14 vezes maior que os religiosos, a tendência é a diminuir. No âmbito global, as mulheres religiosas passaram de 800 mil a 750 mil em 7 anos, ainda que aumentam na África (15,45%) e na Ásia (12,78%).

Por último, aumentam em termos globais os candidatos ao sacerdócio, cerca de 4,43% no âmbito mundial, ainda que com grandes diferenças: enquanto na Europa diminuem quase 16%, na Ásia e na África aumentam.
Por outro lado, as estruturas eclesiais crescem especialmente naqueles lugares com um crescimento mais dinâmico: na Ásia aumentaram 4,86% e na África 3,84%, enquanto na Europa o crescimento é praticamente inexistente. Contudo, segundo os dados do anuário, continua havendo uma grande diferença entre os continentes segundo o número de batizados por circunscrição; assim, na América há uma por cada 528 mil fiéis, enquanto na Europa há uma por cada 381 mil, e na África uma por cada 381 mil; na Ásia, uma por cada 177 mil e na Oceania, uma por cada 112 mil.

O número de centros pastorais também cresce, de 409 mil em 2000 a 428 mil em 2006, mas com grandes divergências: na Europa e na Oceania diminui (2 e 5%, respectivamente), enquanto cresce espetacularmente na Ásia (28,49%) e menos na América (4,79%) e na África (3,2%).

Fonte: Agência ZENIT

Suposta “nova lista” de pecados capitais

Vaticano não publicou uma nova lista de pecados capitais, ao contrário do que divulgaram alguns portais de notícia, alguns deles de ampla audiência e reconhecimento nacional. Mas quando se trata de religião…. Ah, aí sim o profissionalismo deixa a desejar. Publica-se matérias sem fundamento e, muito menos, conhecimento. Será que custa tanto pesquisar um pouquinho?

Cito as matérias equivocadas: Portal G1 (da Globo.com), Portal Terra, Estadão e assim por diante. Todos copiaram a matéria do site da BBC sem escrúpulos. Ao menos poderiam ter checado a veracidade do conteúdo…

Como eu disse, na verdade, não existe nenhum edito vaticano novo que trate deste assunto.

O que ocorreu é que alguns órgãos informativos fizeram uma interpretação incorreta de uma entrevista publicada na edição italiana cotidiana de «L’Osservatore Romano», com data de 9 de março.

O entrevistado é Dom Gianfranco Girotti, bispo regente do tribunal da Penitenciaria Apostólica. O penitenciário maior é o cardeal americano James Francis Stafford.

O jornalista Nicola Gori perguntou ao prelado: «Quais são, segundo o senhor, os novos pecados?».

«Há várias áreas dentro das quais hoje percebemos atitudes pecaminosas em relação aos direitos individuais e sociais», responde Dom Girotti.

«Antes de tudo a área da bioética, dentro da qual não podemos deixar de denunciar algumas violações dos direitos fundamentais da natureza humana, através de experimentos, manipulações genéticas, cujos efeitos é difícil prever e controlar.»

«Outra área, propriamente social, é a área das drogas, com a qual a psique se enfraquece e a inteligência obscurece, deixando muitos jovens fora do circuito eclesial.»

Está também «a área das desigualdades sociais e econômicas, pelas quais os pobres se tornam cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, alimentando uma insustentável justiça social; a área da ecologia, que reveste hoje um importante interesse».

Fonte: Agência ZENIT

A entrevista original e completa, em italiano, pode ser encontrada em: http://www.zenit.org/article-13786?l=italian