Papa João Paulo II, 3 anos de saudade

Impossível falar de João Paulo II sem ter em mente a palavra AMOR.

Falar deste homem e de sua magnífica trajetória terrestre é muito, mas muito difícil, pois o sentimento transborda… Quanta saudade!

Tenho 22 anos. Certamente a juventude que cresceu no seio de seu papado sente a saudade de um amigo querido que se foi.

Sua intensa identificação com a juventude o levou a criar a Jornada Mundial da Juventude, que este ano em sua 23ª edição terá a Austrália como sede.

O funeral de João Paulo II movimentou milhões de pessoas, de diversos lugares, diversas religiões, diversos partidos políticos, quatro reis, cinco rainhas e mais de 70 presidentes e primeiros-ministros, de diferentes credos, sendo considerada a maior cerimônia religiosa da história contemporânea que foi, inclusive, transmitida ao vivo pelas principais redes de televisão e portais na Internet.
Certamente um sentimento sobrenatural moveu todas as pessoas a Roma, seja pessoalmente ou pela televisão. Um encontro entre cristãos, judeus, muçulmanos, e, até mesmo, ateus que se ajoelharam diante do caixão do Papa.

Diversos países decretaram luto nacional.

Os diversos percursos de Karol Wojtyla pelo mundo, saindo da Itália 104 vezes o equivalente a 550 dias fora do Vaticano, visitando 129 países, só ao Brasil teve por três vezes em 1980, 1991 e 1997, viajando mais de 1,2 milhão de quilômetros dariam, aproximadamente, para dar trinta voltas em torno da terra. João Paulo II viu e ouviu vários povos, dialogou com representantes de diferentes religiões (cristã, mulçumana e judaica).

A mídia construiu um dos maiores acontecimentos noticiosos na era moderna durante todo o transcurso da agonia, morte e funeral. Mais de 90 países receberam as imagens, ao vivo, da Missa de corpo presente do Papa João Paulo II, pelos principais canais públicos e privados de televisão, NBC, ABC, CBS, CNN, RAI, Al-Jazira, Al-Arablya, e no Brasil a Rede Globo, a Band, Rede Vida entre outros canais que exibiram as imagens por mais de três horas ininterruptas da Praça São Pedro.

Nas primeiras 72 horas após o anúncio da sua morte, segundo o Global Language Monitor, mais de 75 mil reportagens foram publicadas em todo o mundo. Cerca de 12 milhões de vezes foi citado o nome de João Paulo II na rede mundial de informação, superando em mais de três vezes as reportagens sobre o atentado de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e em mais de 10 vezes a reeleição de George Bush. Superou também a cobertura do acidente e morte do piloto brasileiro Ayrton Sena e da princesa Diana.

O mundo parou por algumas horas diante da televisão para acompanhar ao vivo as transmissões das exéquias do papa. Diversos telões foram espalhados nos arredores do Vaticano para que mais de 700 mil peregrinos, que não tiveram acesso à Praça de São Pedro, pudessem acompanhar tudo com detalhes, conforme informação das autoridades responsáveis pela organização da cerimônia. Roma viu-se cercada de telões para que os quase 4 milhões de pessoas que lotavam os espaços urbanos da cidade entre eles o estádio Olímpico, a Praça do Popolo, a Praça de São João de Latrão, a Praça de São Paulo e a Via da Conciliação.

Em vários países as redes de televisão públicas e privadas instalaram telões em locais de grande afluência de pessoas, para evitar tumultos e possibilitar uma certa normalidade na vida cotidiana das grandes cidades, o que foi quase impossível. No México, um telão foi instalado na Basílica de Guadalupe, o mais expressivo templo católico do país. Em Paris, o local de maior concentração de fiéis para assistir ao vivo nos telões foi a Catedral de Notre Dame.

Em algumas cidades da Europa, durante a transmissão ao vivo da missa fúnebre, as ruas ficaram vazias, algumas lojas cerraram as suas portas para que a população pudesse assistir a cerimônia em casa ou nos telões em espaços públicos. Em Lourdes, na França, o local de convergência dos telespectadores foi a Basílica São Pio X, onde também havia telões.
As autoridades de Roma estimaram que aproximadamente 2 milhões de poloneses foram à Itália para assistir o funeral do compatriota Karol Wojtyla. Cerca de 700 ônibus levaram poloneses de várias regiões, a maioria da Cracóvia e quem não pode ir ao Vaticano assistiu a missa nas transmissões ao vivo em casa ou nos telões espalhados também naquele país. Uma multidão se concentrou na esplanada Blonie, local onde João Paulo II celebrou em 2002 uma missa para mais de 2,5 milhões de fiéis.

Ele benzeu a multidão com um sinal-da-cruz e as cortinas da janela se fecharam. Essa é a última
imagem viva que levaremos do pastor que conseguiuresgatar seu rebanho, do peregrino que cativou o coração do mundo com seus gestos de bondade, humildade e perseverança. Descansa em paz, João de Deus, nosso povo te agradece, tu vieste em missão de paz e agora o céu te recebe com o mesmo amor que a nós dedicaste
(Ana Ludvina Muller, de Joinville/SC, uma leitora da revista veja na sessão de cartas, 2005).

Aplausos emocionados de milhares de pessoas marcaram a entrada do caixão de João Paulo II na Basílica de São Pedro. Os aplausos continuaram por cerca de sete minutos.

E isso foi somente o final de sua vida terrestre…

É de se notar o comentário de Arnaldo Jabor a respeito do episódio: “Percebi que tinha de saber mais sobre mim, eu, sozinho, sem fé nenhuma, no meio deste oceano de pessoas rezando no Ocidente e Oriente. […] Emocionado, senti minha intensíssima solidão de ateu. Eu estava fora daquelas multidões imensas, eu não tinha nem a velha ideologia esfacelada, nem uma religião para crer, eu era um filho abandonado do racionalismo francês, eu era um órfão de pai e mãe. Aí, quem tremeu fui eu, com olhos cheios d’água. E vi que Karol Wojtyla, tachado superficialmente de “conservador”, tinha sido muito mais que isso. […] João Paulo cumpriu seu destino de filósofo acima do mundo, que tanto precisa de grandeza e solidariedade.
Sou ateu, sozinho, condenado a não ter fé, mas vi que se há alguma coisa de que precisamos hoje é de uma nova ética, de um pensamento transcendental, de uma espiritualidade perdida. João Paulo na verdade deu um show de bola.

Certamente estas palavras refletem o pensamento de muitas outras pessoas que,  na simplicidade de seu rosto encontram a imensidão da ideologia cristã. A própria síntese do amor…

Com a graça de Deus, muitos ainda irão aprender com os gestos deixados pelo legado do Papa João Paulo II. Um peregrino do amor:

 
Nos aconselhou a “ficarmos firmes com o Senhor”. Aqui estamos!

Em dezembro de 1983, na época de Natal, foi à prisão em Roma se encontrar com Mahmet para o perdoar e absolver. Visitou uma igreja luterana e uma sinagoga, pregou numa assembléia islâmica em Casablanca, no Marrocos. Em 1986 presidiu na Itália o primeiro encontro entre diferentes igrejas e tradições religiosas.
João Paulo II, na sua visita à Alemanha Ocidental, em 1987, fez pronunciamento em favor da reunificação. Em 1989, recebeu em audiência o secretário-geral do Partido Comunista Soviético Mikhail Gorbachev e restabeleceu as relações diplomáticas entre a Santa Sé e Moscou, em 1994 fez severas críticas ao texto da ONU que apóia o aborto e o uso de métodos artificiais de contracepção.

Sem dúvida, a melhor maneira de honrar a vida de uma pessoa que já se foi é valorizando aquilo que ela mais valorizava.
Valorizemos os valores éticos e morais mais nobres!
Digamos NÃO ao crime do aborto!
NÃO à permissividade da camisinha!
NÃO à desvalorização da dignidade humana oriunda de pesquisas com células-tronco embrionárias!
Digamos NÃO ao ato vingativo de pena de morte!

O egoísmo é o oposto do amor, tanto pregado e vivido pelo Papa João Paulo II.

Karol Józef Wojtyła (18/05/1920 – 02/04/2005)
Com saudade e profunda gratidão…

São Jerônimo e a Bíblia

Uma bela atitude de gratidão de todos os cristãos latinos deveria ser a de tributar grande honra em memória de São Jerônimo, tradutor da Bíblia para o latim.
Sem dúvida, um grande disparate lançado por diversas pessoas é a afirmação de que a Igreja sempre dificultou a leitura da Sagrada Escritura.

E, lamentavelmente, muitas pessoas que defendem estas idéias, são justamente estas de origem latina que certamente se beneficiaram, de forma incomensurável, do incansável trabalho de São Jerônimo que se debruçou sobre os manuscritos para atingir seu objetivo e popularizar a Bíblia a pedido da Igreja. Eu diria que esta é uma grande demonstração de ingratidão… Além de ignorância dos fatos históricos.

Nos seus primeiros séculos, a Igreja utilizou-se do grego. Foi nesta língua que foi escrito todo o Novo Testamento.
Mas em virtude da pregação do cristianismo por todo o Império Romano, houve a necessidade de se traduzir os escritos bíblicos para os cristãos que não liam o grego ou o hebraico. A motivação era, justamente, difundir a Palavra de Deus a todos.
Pois bem, tal tradução se deu diretamente do hebraico para o latim, e não da então considerada “controversa” tradução grega conhecida como Septuaginta.
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Enzo, a criança que nasceu por intercessão de Frei Galvão

Testemunho de sua mãe, a química brasileira Sandra Grossi de Almeida

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 8 de maio de 2007 (ZENIT.org).- Entre os milhões de católicos brasileiros que darão as boas-vindas a Bento XVI, encontra-se a mulher que experimentou um milagre atribuído à intercessão de Frei Antonio de Santa Ana Galvão e que permitirá sua canonização no próximo dia 11 de maio.

Trata-se da paulista Sandra Grossi de Almeida, licenciada em Química, de 37 anos, residente em Brasília, que deu à luz seu filho Enzo em 1999, ante a surpresa de médicos e cientistas.

Seu caso foi reconhecido como «cientificamente inexplicável em seu conjunto, segundo os atuais conhecimentos científicos» pela equipe de especialistas médicos, em 18 de janeiro de 2006, no processo de canonização de Frei Antonio de Santa Ana, sacerdote brasileiro da Ordem dos Frades Menores Alcantarinos, que viveu entre 1739 e 1822.

Precedentemente, Sandra havia sofrido três abortos naturais por causa de um problema congênito, conhecido como «útero bicorno», uma película que se forma no meio do útero, separando-o em duas partes, o que impossibilita o crescimento do feto por falta de espaço.

As três gravidezes de Sandra — em um dos casos foram gêmeos — chegaram só até o quarto mês e acabaram de forma natural entre hemorragias e fortes dores.

Sandra se havia resignado à idéia de não poder conceber e decidiu adotar a Isabela, que hoje tem 12 anos. Quando ficou grávida pela quarta vez, era consciente das dificuldades que enfrentaria, mas queria levar a gravidez adiante, fiel às suas convicções católicas.

«A ginecologista me disse que não deveria me iludir, mas que faria tudo o que estivesse ao seu alcance para ajudar-me, e me preveniu claramente sobre a grande possibilidade de perder a outra criança», testemunha Sandra na edição italiana de «L’Osservatore Romano».

Uma amiga da família, já falecida, ofereceu-lhe as «pílulas do Frei Galvão», umas orações para pedir a intercessão do beato brasileiro. Sandra começou a rezar as orações, ainda que não conhecia a história do beato.

Para surpresa dos médicos (mas não de Sandra), na primeira noite da primeira novena a Frei Galvão, a hemorragia parou e as dores cessaram. «Foi um sinal da intercessão de Frei Galvão por mim», recorda Sandra.

No quarto mês de gestação, submeteram-na a uma cirurgia para fechar o colo do útero, um procedimento delicado que se realizou sem que se apresentassem as temidas hemorragias.

Sandra continuou encomendando-se a Deus por intercessão de Frei Galvão. No quinto mês de gestação se deu um risco de aborto por causa do tamanho do bebê. «Novamente recorri ao Frei Galvão», acrescenta Sandra.

Depois de passar por essa fase crítica, conseguiu chegar à 32ª semana de gestação, algo inimaginável para seu caso. «Para os médicos parecia impossível, mas não para Deus», reconhece.

Também parecia inimaginável a conservação do útero após o parto, já que a cartilagem impossibilitaria a expulsão da placenta e a única saída seria uma histerectomia (extração total do útero).

Foi feita um parto cesariano. Enzo padeceu um problema grave ao nascer, uma das principais causas de morte entre os prematuros. Sua mãe voltou a encomendar-se ao futuro santo. Tiraram os tubos do bebê no dia seguinte, algo que em casos similares acontece só depois de várias semanas.

Hoje, Enzo é uma criança sadia de oito anos. Quando se pergunta a ele quem é Frei Galvão, responde: «Nasci graças a ele».

O milagre válido para a Canonização de Frei Galvão

O milagre aprovado para a canonização de Frei Galvão ocorreu em uma gravidez de altíssimo risco, da paulistana Sandra Grossi de Almeida, química.Sandra tinha um problema de má formação do útero. Segundo a médica obstetra Vera Lúcia Delascio, seu útero era pequeno demais. Isso criava dificuldade para engravidar, e fez com que ela sofresse no passado três abortos espontâneos.

Na quarta tentativa, em 1999, os médicos não acreditavam que a gestação chegaria ao fim. “Assim que eu atendi, já vi a encrenca que seria”, conta a Dra.Vera Lúcia. Para Sandra, somente um milagre poderia salvar a vida dela e a do bebê. “Os exames mostravam que seria muito difícil ela ultrapassar a 28ª semana. Ela teve vários episódios de sangramento e ninguém acreditava que daria certo”, diz a obstetra. O risco de perder o bebê era tão grande que Sandra passou meses de cama, em repouso absoluto. Por causa do repouso, não podia nem tomar banho. Os abortos espontâneos ocorreram entre 1993 e 1994. Ela tinha útero bicorne, com duas cavidades de dimensões muito pequenas e assimétricas, como se fosse uma parede. Com tal formação, não corrigida cirurgicamente, era impossível levar a termo qualquer gravidez, pois o feto não tinha espaço suficiente para crescer e se formar.

Ficou novamente grávida em 1999. Em agosto, a Dra. Vera fez uma “cerclagem cervical” preventiva, para evitar o fim de outra gravidez. A gravidez era julgada de altíssimo risco porque o parto seria muito prematuro e, além disso, úteros malformados podem provocar sangramentos maiores. Sandra sabia que, no momento do parto, poderia ter uma hemorragia e morrer. Apesar de o prognóstico médico ser de provável interrupção da gravidez, ou de que ela atingisse no máximo o 5° mês, a gestação evoluiu normalmente até a 32° semana.

Sandra fez repouso absoluto de junho a novembro de 1999, na maternidade Pro Matre de São Paulo. O parto cesariano foi realizado no dia 11 de dezembro, depois da ruptura da bolsa. Não houve, entretanto, complicações. A família teve outro susto ainda. A criança nasceu pesando quase dois quilos e media 42 cm, mas apresentava problemas respiratórios, com doença das “membranas hialinas”, classificada como sendo de 4° grau, isto é, o mais grave, o que colocava em risco sua vida. Para a surpresa dos médicos, no dia seguinte, a criança não apresentava qualquer sinal de doença. O quadro teve uma evolução muito rápida e a criança foi extubada no dia 12, recebendo alta no dia 19 de dezembro.

Foram meses de oração, em toda a família, e Sandra sempre tomava as pílulas de frei Galvão com muita fé. Os médicos, pelo contrário, diante de tão grandes complicações, tinham como certo o fracasso do tratamento. “A gente falava que tinha alguma coisa a mais protegendo essa moça que a medicina não explica”, afirma a Dra.Vera Lúcia. A médica conta que se emocionou muito ao ver o filho de Sandra nascer, apesar de já ter feito mais 18 mil partos, em 30 anos como obstetra. “Todo mundo chorou muito. Foi um dos partos, talvez, mais emocionantes que eu fiz”, conta ela.
O menino, batizado de Enzo de Almeida Galafassi, hoje é muito saudável e ativo.

Não há dúvidas de que Frei Galvão é santo. Não há dúvidas de que houve a intervenção divina e que esta foi feita por intercessão de Frei Galvão. O que eu não acredito é no fato de que existem pessoas que possuem a prepotência de duvidar de tal fato sem ao menos conhecer uma vírgula de sua história.

Que Deus tenha misericórdia de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza a vida eterna!

Que Santo Antônio de Sant’Anna Galvão rogue por todos que ainda se encontram no seu tempo de ignorância.

O milagre válido para a Beatificação de Frei Galvão

O milagre que foi válido para a beatificação de frei Galvão, celebrada pelo Papa João Paulo II em 1998: Trata-se da cura de uma criança de 4 anos, DANIELA CRISTINA DA SILVA, residente na Vila Brasilândia, na cidade de São Paulo, SP.Daniela, filha de Valdecir da Silva e Jacira Francisco da Silva, foi desde o nascimento, aos 9 de março de 1986, uma criança miudinha e de saúde delicada.Em maio de 1990, por causa de complicações bronco-pulmonares, foi internada e tratada com antibióticos e metoclorpramida.

Com alta hospitalar, retornou para casa, mas logo depois começou apresentar sonolência e crises convulsivas, sendo encaminhada pelo seu Pediatra para o Hospital Emílio Ribas (hoje Instituto de Infectologia Emílio Ribas) na Av. Dr.Arnaldo, 165, com suspeita de meningite ou hepatite, na noite de 24 de maio de 1990. Foi imediatamente levada para a U.T.I. ( Unidade de Terapia Intensiva) com quadro clínico instável e sinais de triste prognóstico.O diagnóstico inicial foi: coma por encefalopatia hepática conseqüência da hepatite do vírus A, insuficiência hepática grave, insuficiência renal aguda e intoxicação por causa de metoclorpramida. Houve ainda hipertensa intensa nos membros inferiores e superiores, oligúria.

Com diagnóstico de “insuficiência hepática fulminante”, sofreu ainda parada cardiorrespiratória. Evoluiu com epistaxe, sangramento gengival, hematúria, ascite, progressivo aumento da circunferência abdominal, broncopneumonia, parotidite bilateral, faringite, além de dois episódios de infecção hospitalar (Staphylococcus aureus e bacilo Gram negativo).Seu estado era tal que os médicos a deixavam em um lugar apartado dentro da sala da U.T.I. .Era caso perdido. Daniela lá permaneceu 13 dias (25 de maio a 7 de junho de 1990). No fim desse período foi quando teve a parada cardiorrespiratória e quase morreu.

Aí a cura aconteceu, rápida, indiscutível, por intercessão de Frei Galvão. Passou então para a Seção de Pediatria (2o.andar do hospital). Aos 13 de junho de 1990 foi feita uma biópsia hepática cujo resultado foi “Hepatite aguda colestática”. Embora estivesse bem, precisava permanecer ainda no hospital para se recuperar físicamente, pois tinha ficado a ‘pele e osso’, como se diz.. Finalmente a menina recebeu alta hospitalar no dia 21 de junho de 1990, “considerada curada”. Acompanhada ambulatorialmente nunca apresentou alguma recaída. Em 1995, o pediatra, que acompanha a menina desde o nascimento, atestou: “ a Menor foi examinada por mim nesta data (4 de agosto de 1995), estando a mesma em perfeitas condições de saúde física e mental”.

O mesmo Pediatra perante o Tribunal Eclesiástico afirmou a respeito da cura de Daniela “eu atribuo à intervenção divina, não só a cura da doença, mas a recuperação total dela”. A intervenção de Deus foi pedida pelos pais, parentes, amigos, vizinhos, religiosas do Mosteiro da Luz, que unidos numa só prece invocaram com muita fé a intercessão de Frei Antônio de Sant’Anna Galvão dando à menina água e as pílulas de Frei Galvão. Eram tão certos e convictos da intercessão de Frei Galvão que, ao receber alta do Hospital Emílio Ribas levaram Daniela diretamente ao túmulo de Frei Galvão no Mosteiro da Luz e algum tempo depois fizeram um encontro de oração somente para agradecer a Deus a cura da menina.

São José, patrono da Igreja

Comentário feito por Leão XIII, papa de 1878 a 1903
Quanquam pluries

S. José, santo patrono da Igreja

José era o guarda, o administrador e o defensor legítimo e natural da casa divina de que era o chefe. Exerceu esses cargos durante a sua vida mortal. Aplicou-se a proteger com um amor soberano e uma solicitude quotidiana a sua Esposa e o divino Filho; ganhou dia a dia, com o seu trabalho, o que era necessário a um e a outro, para o alimento e para o vestuário; preservou da morte o Menino ameaçado pelo ciúme de um rei…; nas dificuldades da viagem e nas amarguras do exílio, foi constantemente o companheiro, o auxílio e o sustentáculo da Virgem e de Jesus. 

     
Ora a divina casa que José governou com autoridade de pai continha as primícias da Igreja nascente. Tal como a Virgem santíssima é a mãe de Jesus, também ela é mãe de todos os cristãos que gerou no Calvário, no meio dos sofrimentos supremos do redentor; Jesus Cristo é também o primogénito dos cristãos que são seus irmãos, pela adopção e pela redenção (Rm 8,29).


Tais são as razões pelas quais o bem-aventurado patriarca S. José considera como sendo-lhe particilarmente confiada a multidão dos cristãos que compõem a Igreja, isto é, essa imensa família espalhada por toda a terra, sobre a qual ele detém como que uma autoridade paternal, uma vez que é o esposo de Maria e o pai de Jesus Cristo. É, portanto, natural e muito digno do bem-aventurado S. José que, tal como provia outrora a todas as necessidades de família de Nazaré e santamente a envolvia com a sua protecção, cubra agora com o seu patrocínio celeste a Igreja de Jesus Cristo e a defenda.